Máquinas, memorias e imágenes: etnografía urbana, género y narrativa ferroviaria
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumen
Este artículo aborda la relación entre máquinas y personas en el contexto de producción de la masculinidad en el trabajo ferroviario. La investigación tiene como base el material producido en una etnografía realizada durante tres años (2015-2018) entre trabajadores ferroviarios jubilados y sus familias, residentes en la ciudad de Pelotas, región sur de Brasil. Yo interpreto la identidad narrativa de un maquinista jubilado, Orlando Chagas, resaltando las imágenes que constituyen ese acto de "presentarse a sí mismo": su acervo de fotografías, una película hollywoodiana de acción y la propia narrativa oral. El género tiene rol central en las interacciones entre ferroviarios y máquinas. Las memorias de trabajo del maquinista muestran cómo el género es atribuido al tren y oscila entre lo femenino, "la locomotora" para el masculino, "el tren". Mientras la locomotora puede tener diferentes apodos cariñosos, el tren está siempre en lucha o en duelo con el maquinista, embate en el que la victoria representa la afirmación del talento profesional, de la condición masculina y de la duración de sí mismo, frente a la discontinuidad de la profesión.
Descargas
La descarga de datos todavía no está disponible.
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##
Cómo citar
Gómez, G. S. R. (2025). Máquinas, memorias e imágenes: etnografía urbana, género y narrativa ferroviaria. Historia Regional, (55), 1-17. Retrieved from https://historiaregional.org/ojs/index.php/historiaregional/article/view/1043
Sección
Textos

Esta obra está bajo licencia internacional Creative Commons Reconocimiento 4.0.
Los autores que publican en esta revista están de acuerdo con los siguientes términos:
- Los autores conservan los derechos de autor y garantizan a la revista el derecho de ser la primera publicación del trabajo al igual que licenciado bajo una Creative Commons Attribution License que permite a otros compartir el trabajo con un reconocimiento de la autoría del trabajo y la publicación inicial en esta revista.
- Los autores pueden establecer por separado acuerdos adicionales para la distribución no exclusiva de la versión de la obra publicada en la revista (por ejemplo, situarlo en un repositorio institucional o publicarlo en un libro), con un reconocimiento de su publicación inicial en esta revista.
- Se permite y se anima a los autores a difundir sus trabajos electrónicamente (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su propio sitio web) antes y durante el proceso de envío, ya que puede dar lugar a intercambios productivos, así como a una citación más temprana y mayor de los trabajos publicados (Véase The Effect of Open Access) (en inglés).
Citas
Absi, P. (2005) Los ministros del diablo: El trabajo y sus representaciones em las minas Potosí. La Paz: IRD, Instituto de Investigacion para el Desarrollo; Embajada de Francia.
Amorelli, L. C. (2003) Cultura organizacional e relações de poder: Mapeando a Rede Ferroviária Federal S.A., em liquidação. Dissertação apresentada à escola brasileira de administração pública e de empresas para obtenção do grau de mestre Fundação Getúlio Vargas.
Bachelard, G. (1988) A dialética da duração. São Paulo: Ática.
Carvalho Rocha, A. e C. Eckert. (2015) A preeminência da imagem e do imaginário nos jogos da memória coletiva em coleções etnográficas. Brasília: ABA.
Cioccari, M. (2015). Ecos do subterrâneo: Cotidiano e memória em uma comunidade de mineiros de carvão. Rio de Janeiro: Ventura.
Connell. R.W. (2005) Masculinities. University of California Press.
de Carvalho, C. V. (2000). TREM E CINEMA: modernidade e memória. Política & Trabalho: Revista De Ciências Sociais, 16, 171–184. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/politicaetrabalho/article/view/6455
De Certeau, M. (1994) A invenção do Cotidiano: artes de fazer (Vol 1). Rio de Janeiro: Petrópolis.
Díaz, R. (1999) Personaje e identidad narrativa: una aproximación metodológica. Revista Horizontes Antropológicos, 12. Recuperado de https://www.scielo.br/j/ha/a/jBPsq7FyPBqT8PGsZw7j3mj/?format=pdf&lang=es
Durand, G. (1980) A imaginação simbólica. Lisboa: Perspectiva.
Eckert, C. (2012) Memória e trabalho: etnografia da duração de uma comunidade de mineiros do carvão (La Grand-Combe, França) Curitiba: Appris.
Elias, N. (2011) O processo civilizador: História dos costumes (Vol. 1) Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Ferreira, M. (1960) A ferrovia do diabo: História de uma estrada de ferro na amazonia. São Paulo: Melhoramentos.
Foote-Whyte, W. (2005) Sociedade de Esquina: a estrutura social de uma área urbana pobre e degradada. Rio de Janeiro: Zahar.
Freund, G. (1993) La Fotografía como Documento Social. México: Editorial Gustavo Gili.
Giordano, M. (2011) La imagen fotográfica: relato, huella y memoria. In Giordano, Mariana y Reyero, Alejandra (compiladoras) Identidades en foco: fotografía e investigación social. Resistencia: Instituto de Investigaciones Geohistóricas; Universidad Nacional del Nordeste, Facultad de Artes.
Gómez, G. y Magni, C. (2017) Entre “Tucos” e “Bochas”: A potência fabulatória dos apelidos de ferroviários aposentados na cidade de Pelotas/RS. Sociabilidades Urbanas – Revista de Antropologia e Sociologia, 1(1), 101-116. Recuperado de http://www.cchla.ufpb.br/grem/sociabilidadesurbanas/SocUrbs%20TURRAartigo.pdf
Gómez, G. (2018.) Etnografia da Crise e da Duração Ferroviária em Pelotas: Um estudo antropológico de memória coletiva. 238 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Antropologia Social, IFCH, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Recuperado de https://lume.ufrgs.br/handle/10183/179424
Hirata, H., & Kergoat, D. (1994). A Classe Operaria Tem Dois Sexos. Revista Estudos Feministas, 2(3), 93. Recuperado de https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16291/14832 DOI: https://doi.org/10.1590/%25x
Jardim, D. (1991) De bar em bar: Identidade masculina e auto-segregaçao entre homens de classes populares. Dissertação de mestrado em antropologia social na UFRGS. Orientadora: Ondina Fachel Leal. Porto Alegre.
Leite Lopes, J. (1978.) O vapor do diabo: o trabalho dos operários de açúcar. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Martins, J. (2008) A aparição do demônio na fábrica: origens sociais do Eu dividido no subúrbio operário. São Paulo: Editora 34.
Mead, M. (2009) Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva.
Nunes, I. (2016). Expansão e crise das ferrovias brasileiras nas primeiras décadas do século XX. América Latina En La Historia Económica, 23(3), 204–235. Recuperado de https://alhe.mora.edu.mx/index.php/ALHE/article/view/723/1248 DOI: https://doi.org/10.18232/alhe.v23i3.723
Palermo, H. (2017) La producción de la masculinidade em el trabajo petrolero. Buenos Aires: Biblos.
Paradela, C. (1998) Desestatização da rede ferroviária federal S/A. Impactos sobre os recursos humanos da administração geral. Dissertação de Mestrado em Administração Pública, Fundação Getúlio Vargas.
Peirano, M. (2006) A Teoria Vivida e outros ensaios de antropologia. Rio de Janeiro: Zahar Editores.
Rapkiewicz, Y. & Eckert, C. (2015) Entre trilhos e temporalidades: o tempo do trabalho nas memórias dos ferroviários aposentados de Porto Alegre. In: Cornelia Eckert, Ana Luiza Carvalho da Rocha. (Org.). Etnografias do Trabalho Narrativas do Tempo. Porto Alegre: Pallotti, p. 276-303.
Ricoeur, P. (1991) O si e a identidade narrativa. O si-mesmo como um outro. Campinas, Papirus.
Ricoeur, P. (1994) Tempo e Narrativa. Campinas: Papirus.
Ricoeur, P. (1998) “Architecture et narrativité. Urbanisme, 303, Nov/dez., pp. 44-51.
Rodrigues, A. M. (1978) Operário, Operária: estudo exploratório sobre o operariado industrial da Grande São Paulo. São Paulo: Símbolo.
Rolnik, R. (2015 [1988]). O que é cidade. São Paulo: Brasiliense.
Samain, E. (1995) “Ver” e “Dizer” na tradição etnográfica: Bronislaw Malinowsky e a fotografia”. Horizontes Antropológicos, 2, 23-60. Antropologia Visual, PPGAS/UFRGS. Recuperado de http://www.cchla.ufpb.br/etienne_samain_unicamp/wp-content/uploads/2018/01/Samain-1995-Ver-e-dizer-Malinowski.pdf
Scott, J. (2017). Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20(2). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721
Segnini, L. (1982) Ferrovia e Ferroviários: Uma contribuição para a análise do poder disciplinar na empresa. São Paulo: Cortez.
Sennett, R. (2015) O artífice. Rio de Janeiro: Record.
Simões, J. A. (2004) Provedores e Militantes: imagens de homens aposentados na família e na vida pública. In: Família e Envelhecimento, Clarice Peixoto (org.). Rio de Janeiro: FGV.
Strathern, M. (2009) Uma relação incômoda: o caso do feminismo e da antropologia. Mediações - Revista de Ciências Sociais, 14(2), 83–104. Recuperado de https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/4508 DOI: https://doi.org/10.5433/2176-6665.2009v14n2p83
Zola, É. (2014) A besta humana. Rio de Janeiro: Zahar.
Amorelli, L. C. (2003) Cultura organizacional e relações de poder: Mapeando a Rede Ferroviária Federal S.A., em liquidação. Dissertação apresentada à escola brasileira de administração pública e de empresas para obtenção do grau de mestre Fundação Getúlio Vargas.
Bachelard, G. (1988) A dialética da duração. São Paulo: Ática.
Carvalho Rocha, A. e C. Eckert. (2015) A preeminência da imagem e do imaginário nos jogos da memória coletiva em coleções etnográficas. Brasília: ABA.
Cioccari, M. (2015). Ecos do subterrâneo: Cotidiano e memória em uma comunidade de mineiros de carvão. Rio de Janeiro: Ventura.
Connell. R.W. (2005) Masculinities. University of California Press.
de Carvalho, C. V. (2000). TREM E CINEMA: modernidade e memória. Política & Trabalho: Revista De Ciências Sociais, 16, 171–184. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/politicaetrabalho/article/view/6455
De Certeau, M. (1994) A invenção do Cotidiano: artes de fazer (Vol 1). Rio de Janeiro: Petrópolis.
Díaz, R. (1999) Personaje e identidad narrativa: una aproximación metodológica. Revista Horizontes Antropológicos, 12. Recuperado de https://www.scielo.br/j/ha/a/jBPsq7FyPBqT8PGsZw7j3mj/?format=pdf&lang=es
Durand, G. (1980) A imaginação simbólica. Lisboa: Perspectiva.
Eckert, C. (2012) Memória e trabalho: etnografia da duração de uma comunidade de mineiros do carvão (La Grand-Combe, França) Curitiba: Appris.
Elias, N. (2011) O processo civilizador: História dos costumes (Vol. 1) Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Ferreira, M. (1960) A ferrovia do diabo: História de uma estrada de ferro na amazonia. São Paulo: Melhoramentos.
Foote-Whyte, W. (2005) Sociedade de Esquina: a estrutura social de uma área urbana pobre e degradada. Rio de Janeiro: Zahar.
Freund, G. (1993) La Fotografía como Documento Social. México: Editorial Gustavo Gili.
Giordano, M. (2011) La imagen fotográfica: relato, huella y memoria. In Giordano, Mariana y Reyero, Alejandra (compiladoras) Identidades en foco: fotografía e investigación social. Resistencia: Instituto de Investigaciones Geohistóricas; Universidad Nacional del Nordeste, Facultad de Artes.
Gómez, G. y Magni, C. (2017) Entre “Tucos” e “Bochas”: A potência fabulatória dos apelidos de ferroviários aposentados na cidade de Pelotas/RS. Sociabilidades Urbanas – Revista de Antropologia e Sociologia, 1(1), 101-116. Recuperado de http://www.cchla.ufpb.br/grem/sociabilidadesurbanas/SocUrbs%20TURRAartigo.pdf
Gómez, G. (2018.) Etnografia da Crise e da Duração Ferroviária em Pelotas: Um estudo antropológico de memória coletiva. 238 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Antropologia Social, IFCH, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Recuperado de https://lume.ufrgs.br/handle/10183/179424
Hirata, H., & Kergoat, D. (1994). A Classe Operaria Tem Dois Sexos. Revista Estudos Feministas, 2(3), 93. Recuperado de https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16291/14832 DOI: https://doi.org/10.1590/%25x
Jardim, D. (1991) De bar em bar: Identidade masculina e auto-segregaçao entre homens de classes populares. Dissertação de mestrado em antropologia social na UFRGS. Orientadora: Ondina Fachel Leal. Porto Alegre.
Leite Lopes, J. (1978.) O vapor do diabo: o trabalho dos operários de açúcar. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Martins, J. (2008) A aparição do demônio na fábrica: origens sociais do Eu dividido no subúrbio operário. São Paulo: Editora 34.
Mead, M. (2009) Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva.
Nunes, I. (2016). Expansão e crise das ferrovias brasileiras nas primeiras décadas do século XX. América Latina En La Historia Económica, 23(3), 204–235. Recuperado de https://alhe.mora.edu.mx/index.php/ALHE/article/view/723/1248 DOI: https://doi.org/10.18232/alhe.v23i3.723
Palermo, H. (2017) La producción de la masculinidade em el trabajo petrolero. Buenos Aires: Biblos.
Paradela, C. (1998) Desestatização da rede ferroviária federal S/A. Impactos sobre os recursos humanos da administração geral. Dissertação de Mestrado em Administração Pública, Fundação Getúlio Vargas.
Peirano, M. (2006) A Teoria Vivida e outros ensaios de antropologia. Rio de Janeiro: Zahar Editores.
Rapkiewicz, Y. & Eckert, C. (2015) Entre trilhos e temporalidades: o tempo do trabalho nas memórias dos ferroviários aposentados de Porto Alegre. In: Cornelia Eckert, Ana Luiza Carvalho da Rocha. (Org.). Etnografias do Trabalho Narrativas do Tempo. Porto Alegre: Pallotti, p. 276-303.
Ricoeur, P. (1991) O si e a identidade narrativa. O si-mesmo como um outro. Campinas, Papirus.
Ricoeur, P. (1994) Tempo e Narrativa. Campinas: Papirus.
Ricoeur, P. (1998) “Architecture et narrativité. Urbanisme, 303, Nov/dez., pp. 44-51.
Rodrigues, A. M. (1978) Operário, Operária: estudo exploratório sobre o operariado industrial da Grande São Paulo. São Paulo: Símbolo.
Rolnik, R. (2015 [1988]). O que é cidade. São Paulo: Brasiliense.
Samain, E. (1995) “Ver” e “Dizer” na tradição etnográfica: Bronislaw Malinowsky e a fotografia”. Horizontes Antropológicos, 2, 23-60. Antropologia Visual, PPGAS/UFRGS. Recuperado de http://www.cchla.ufpb.br/etienne_samain_unicamp/wp-content/uploads/2018/01/Samain-1995-Ver-e-dizer-Malinowski.pdf
Scott, J. (2017). Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20(2). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721
Segnini, L. (1982) Ferrovia e Ferroviários: Uma contribuição para a análise do poder disciplinar na empresa. São Paulo: Cortez.
Sennett, R. (2015) O artífice. Rio de Janeiro: Record.
Simões, J. A. (2004) Provedores e Militantes: imagens de homens aposentados na família e na vida pública. In: Família e Envelhecimento, Clarice Peixoto (org.). Rio de Janeiro: FGV.
Strathern, M. (2009) Uma relação incômoda: o caso do feminismo e da antropologia. Mediações - Revista de Ciências Sociais, 14(2), 83–104. Recuperado de https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/4508 DOI: https://doi.org/10.5433/2176-6665.2009v14n2p83
Zola, É. (2014) A besta humana. Rio de Janeiro: Zahar.